A diretora administrativa da CNSaúde e superintendente do Sindicato Brasiliense de Hospitais, Casas de Saúde e Clínicas (SBH), Daniele Feitosa, participou da II Conferência Nacional do Trabalho como delegada da bancada patronal, representando o setor empresarial da saúde neste importante espaço de diálogo tripartite, que reúne governo, empregadores e representantes dos trabalhadores para debater temas estratégicos relacionados ao futuro das relações de trabalho no Brasil.
Ao longo dos três dias de debates, Daniele acompanhou e contribuiu com as discussões, levando ao centro das reflexões os desafios e as responsabilidades do setor de saúde na geração de empregos, na sustentabilidade dos serviços e na manutenção da assistência à população.
Entre os temas mais sensíveis discutidos durante o evento esteve o debate sobre possíveis mudanças na jornada de trabalho 6×1, uma pauta que exige análise cuidadosa, responsabilidade econômica e diálogo entre todas as partes envolvidas.
Na abertura da II Conferência, o presidente da CNSaúde, Breno Monteiro, destacou a importância de construir consensos que preservem tanto os direitos dos trabalhadores quanto a sustentabilidade dos serviços essenciais no país. Segundo ele, embora a busca por melhores condições de trabalho seja legítima, mudanças estruturais dessa magnitude precisam ser conduzidas com análise técnica e diálogo amplo entre todos os atores envolvidos.
No caso do segmento hospitalar , que opera de forma contínua, 24 horas por dia, alterações abruptas na jornada podem gerar impactos relevantes na organização das escalas, na necessidade de novas contratações e nos custos operacionais das instituições com reflexos tanto na rede privada quanto nos contratos com o sistema público de saúde.
A CNSaúde defende que a negociação coletiva permaneça como o principal instrumento para a construção de soluções equilibradas, respeitando as particularidades de cada região e de cada segmento.
A II Conferência contou com uma expressiva comitiva da CNSaúde, formada por 29 dirigentes de federações e sindicatos de todo o país, que apresentaram estudos e dados técnicos sobre a realidade regional do setor saúde.
Para Daniele Feitosa, participar deste momento foi extremamente relevante:
“Foram três dias de intensos debates e de união da representação patronal da saúde em todo o país. Espaços como este fortalecem o diálogo institucional e contribuem para a construção de soluções que promovam avanços na geração de emprego e renda, ao mesmo tempo em que garantem a sustentabilidade dos serviços essenciais para a população brasileira.”
Mais do que disputar narrativas, a saúde pública e privada precisa de debates qualificados, baseados em dados, diálogo e responsabilidade institucional um caminho que fortalece o setor e valoriza quem cuida das vidas.















